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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Tecnologias móveis para mudar o mundo e fazer dinheiro

Para Tomi Ahonen, uma das principais autoridades mundiais no assunto, sociedades hiperconectadas aposentam modelos tradicionais de negócios

Ainda não está muito claro se a tecnologia é realmente o motor das transformações que o mundo vem vivendo ou se, inversamente, a necessidade de mudanças dita novos padrões para a indústria. De toda forma, é praticamente consenso que com o potencial de comunicação direta entre indivíduos e difusão de mensagens em massa que as novas mídias têm, colocar paradigmas em xeque, questionando modelos e organizando revoluções se tornou mais fácil.

Até aqui, entretanto, nada de novo, nada que não nos remeta às constatações óbvias do dia a dia: com um celular e conexão à internet, posso dizer o que quiser, na hora que quiser, a um número incomensurável de pessoas e causar efeitos imprevisíveis. Mas é no aparente clichê que, para o pesquisador e consultor norte-americano Tomi Ahonen, está o futuro dos mercados. Uma das principais autoridades mundiais em tecnologias móveis, ele acredita que a sociedade hiperconectada já é uma realidade e um nicho (se é que se pode chamar de nicho algo que já se pode perceber tão grande) promissor.

No dia 31 de outubro deste ano, segundo cálculo da ONU, passamos a ser 7 bilhões de seres humanos no mundo. "Em alguns anos, o mundo vai ter mais contas de celular do que pessoas. No Brasil isso já é realidade", lembra Ahonen.

Em sua palestra na HSM ExpoManagement 2011, o especialista apresentou alguns gráficos que apontam um crescimento acima dos padrões na quantidade de linhas celulares em relação à população, diferentemente do que acontece com mídias mais tradicionais, como a TV.

Para Ahonen, perceber tal dimensão e saber explorar as propriedades das tecnologias móveis nesse contexto é o segredo (não muito secreto!) para quem quiser se antecipar às tendências e sair na frente na disputa por um mercado promissor. E a regra para tanto é entender a cabeça dos jovens, por um motivo simples: "para os jovens, as tecnologias móveis são as favoritas, e eles são os consumidores do futuro (e do presente também, vale salientar)", destaca o especialista.

O jovem de hoje, já bastante autônomo em suas posições e um influenciador de peso em praticamente todos os mercados, será em um futuro breve um adulto que não utilizará notas de papel para pagar contas, acredita Ahonen. Para ele, as tecnologias móveis consolidadas enquanto mídia de massa solidificarão também novas maneiras de efetivar negócios, como os já existentes atualmente: mobile banking, pagamentos virtuais, celulares que atuam como cartões de crédito etc.

"O cheque não matou o dinheiro, o cartão de crédito não matou, o PayPal não matou. Mas a tecnologia móvel vai matar", afirma.

A mídia de massa pessoal

A transformação dos dispositivos móveis em instrumentos de uma nova mídia de massa (a "mídia de massa pessoal", como define Ahonen), gera também um novo cenário em que população, companhias e governos precisam repensar seu papel e a forma como como atuam no conjunto social. Nesse sentido, é importante levar em conta, antes de tudo, que – apesar do caráter massivo, " o celular é uma mídia de massa diferente", como explica Ahonen.

O especialista destaca que, com todo mundo conectado, o alcance da mídia móvel supera o da TV, por exemplo, só que com uma diferença: faz isso de forma segmentada. "Você quer ver notícias sobre futebol, determina que só quer receber conteúdos sobre futebol. Se você quer saber da vida de Lady Gaga ou Angelina Jolie, segmenta seu conteúdo só para mensagens sobre celebridades", explica.

A grande pergunta, aqui, é: você vê notícias no celular? Pois é. Tudo é uma questão de hábito. No Brasil, houve até um tempo em que os usuários assinavam (e ainda há quem assine) serviços de notícias, horóscopo, piadas etc. por SMS. Hoje, isso já não funciona bem e soa como tecnologia obsoleta. Mas, em tempos de smartphone e pessoas com necessidades cada vez maiores de se sentirem conectadas, revisões desse conceito podem fazer sentido e gerar negócios. Ahonen conta que "no Japão, por exemplo, usuários assinam serviços de notícias que são veiculados de forma randômica e constante na tela de descanso do aparelho celular, junto ao relógio". 



Fonte: www.administradores.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mercado de moda: o e-commerce te chama

Você é um empresário de moda e ainda não está no e-commerce? Se você respondeu sim a esta pergunta e ainda não conhece os números deste setor no comércio eletrônico brasileiro, pode estar perdendo uma grande oportunidade de ocupar espaço em um segmento em grande expansão no Brasil.

Em uma pesquisa realizada no início deste ano pelo E-bit, que é referência no fornecimento de informações do comércio eletrônico nacional, foi divulgado o incrível salto, porém não menos esperado, que a categoria de moda e acessórios obteve no ranking brasileiro nos últimos anos. O mercado de moda hoje ocupa o 6º lugar no ranking de produtos que mais se vende no e-commerce brasileiro, quando há quatro anos, esta categoria estava em 26º lugar.

Não há dúvidas que este salto significativo está aí para nos mostrar que não existem mais barreiras no comércio eletrônico quando se pensa em um tipo de produto que em primeira instância, imagina-se que há a necessidade de ser provado pelo consumidor para que haja a decisão de compra. O consumo online não para de evoluir e o brasileiro está cada vez mais se habituando a experiência de compra online.

Considerando o potencial do mercado de moda também para a venda multicanal, é interessante notar que mercados externos, como exemplo o Reino Unido, segue em constante evolução. Em uma pesquisa recente desenvolvida pela GSI Commerce, foi constatado que 45% dos consumidores preferem comprar roupas através da internet, enquanto 64% das pessoas disseram consultar uma loja virtual antes de sair às compras em lojas físicas.

Outro ponto muito interessante levantado na pesquisa foi relacionado ao que os consumidores esperam ver em uma loja virtual do segmento de moda. Os resultados mostraram que 55% dos entrevistados disseram que é importante ter recursos de busca que facilitem filtrar por suas preferências, por exemplo, por tamanho, cor e preço. As estatísticas também reforçaram a importância das imagens de produtos apontando para o zoom das fotos e diversidade de imagens. Os comentários de clientes que compraram também é um dos pontos mais importantes na pesquisa, onde 46% das pessoas responderam que consultam para tomar a decisão.

Se pensarmos sobre o mercado de comércio eletrônico brasileiro, vemos que são constatações de igual importância e contribuem diretamente para aumentar a experiência de compra do consumidor fornecendo ferramentas que agregarão de forma efetiva na sua tomada de decisão.

Para os que ainda não iniciaram no comércio eletrônico, o varejo online demanda muito planejamento e investimento em tecnologia para suportar sua operação, por isso, é extremamente importante definir muito bem sua estratégia para este potencial mercado, considerando o que se deseja ser e onde quer chegar no comércio eletrônico de moda.

Se você já possui uma marca conhecida, aproveite-se deste diferencial como vantagem competitiva, pois seus consumidores já podem estar habituados ao caimento da roupa, tamanho do calçado e estilo do acessórios. Se sua marca ainda não é forte, não poupe esforços e invista em imagem e descrição de seus produtos, utilize vídeos, ofereça um atendimento diferenciado, contrate uma boa plataforma de loja virtual que disponibilize ferramentas ideais ao seu negócio e esteja alinhado com o comportamento do seu consumidor, levando em consideração os canais online e offline.

Gisele Fleming é Consultora de Vendas da VTEX

Fonte: ecommercenews.com.br

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Consumidores são mais influenciados por comentários positivos que negativos


A maioria (58%) dos consumidores acredita que comentários e recomendações elaboradas por usuários em sites de redes sociais são mais confiáveis do que se estas mesmas informações estivessem publicadas em sites de outro setor, segundo uma pesquisa divulgada em outubro de 2011 pela Performics e conduzida pela ROI Research. Dados do estudo “2011 Social Shopping Study” também mostram que aproximadamente metade dos compradores são influenciados por opiniões e recomendações favoráveis, enquanto 45% afirmam ser influenciados por análises negativas de outros usuários com preferências de consumo semelhantes.

Lojas virtuais desempenham papel importante durante o processo de compra.

Cerca de 72% dos consumidores consideram as lojas virtuais uma etapa importante do processo de compras, número que é 25% maior do que os 58% que consideram sites de ofertas como um fator relevante. Outros 41% afirmam que as redes sociais são parte representativa do ciclo de compras.

Um em cada 5 se utiliza de sites de ofertas diárias para procurar promoções

Dentre os usuários ativos de redes sociais, 19% navegam diariamente em sites de ofertas na busca por cupons e promoções, enquanto 15% utilizam redes sociais para saber a respeito de novos produtos e apenas 10% utilizam diariamente lojas virtuais para outros estágios do processo de compras, como pesquisar informações sobre o produto, ler análises, fazer comparações e verificar sua disponibilidade em estoque.

Lojas virtuais são populares antes da conclusão da compra

Embora as redes sociais sejam utilizadas com maior frequência para saber a respeito de novos produtos, a maioria dos consumidores (87%) utiliza lojas virtuais para procurar por algum produto, enquanto 83% utilizam este tipo de site de e-commerce antes de fechar uma compra. O percentual representa quase dois terços dos consumidores que fazem uso frequente das redes sociais ou sites de ofertas antes de finalizar uma compra.

No entanto, após a aquisição, o foco se altera em favor das redes sociais: aproximadamente 59% compartilham com muita frequência suas experiências em redes sociais após adquirir algum bem de consumo, ante 57% dos que fazem o mesmo em lojas virtuais e 51% em sites de ofertas.

Outros Resultados

69% dos consumidores norte-americanos acessam o site da Amazon.com ao menos uma vez no mês, o que o torna o site de e-commerce mais popular dos Estados Unidos, a frente do eBay (53%) e outros sites de varejistas (52%).

Sites de comparação de preços têm desempenho inferior: apenas 27% visitam o Google shopping no mínimo uma vez por mês, com 23% fazendo o mesmo com o Yahoo shopping e Bing shopping (13%).

47% dos compradores são cadastrados no Groupon, número bem distante dos 27% registrados no Living Social e 15% no Eversave.

Nielsen: Usuários de redes sociais confiam mais nas informações de outros consumidores

Usuários de redes sociais são mais propensos em acreditar nas informações de produtos e serviços providas por outros consumidores, de acordo com dados divulgados em outubro de 2011 pelo NMIncite e The Nielsen Company. 63% afirmam que as classificações publicadas por consumidores são a principal origem de informações sobre produtos, enquanto 62% afirmam ser as análises de clientes. Sites de empresas ficaram em um distante terceiro lugar, citados por 50% dos entrevistados, seguidos por call centers (47%) e email (45%). Curiosamente, a página de empresas no Facebook (15%) e Twitter (7%) foram as menos citadas na pesquisa como fonte principal de informações sobre produtos.

A pesquisa da Performics entrevistou mais de 1000 pessoas que sejam usuárias ativas de redes sociais e que as tenham utilizado ao menos algumas vezes durante o processo de compras. Os dados foram coletados entre os dias 27/9/2011 à 4/10/2011.


Fonte: ecommercenews.com.br

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Comércio Eletrônico em 2015 no Brasil

Estamos em 2015. O mês é setembro e as empresas preparam seus parques tecnológicos para o Natal que este ano promete arrebentar. Em 2014 foram R$ 45 bilhões movimentados na Internet, parte em função da Copa do Mundo.

Por falar em Copa do Mundo, nosso atual presidente da república, cumprindo o seu terceiro mandato vangloria-se dos números dizendo: “Como nunca antes na história deste país, o povo comprou tanto pela Internet.” – E de fato é verdade, o programa de Internet Popular do governo federal fez com que no Brasil surgisse uma nova classe de compradores virtuais, que preferem comprar na padaria a partir de seus celulares do que sair de casa para fazer compras. Essa mania pegou nas grandes metrópoles, mas no interior ainda não houve grandes mudanças.

Os Shopping Centers estão cada vez mais cheios, mas o volume de negócios realizados nestes centros comerciais estão cada vez menores. As pessoas vão ao shopping para ver vitrines, fazer suas refeições, ter lazer e tirar dúvidas com os vendedores, mas a decisão de compra é tomada no Facebook, consultando os amigos e os “trend topics” relacionados ao produto em questão. O Google também é muito usado, mas perdeu um pouco a credibilidade já que as empresas descobriram como burlar o mecanismo de inteligência para forçar seus artigos positivos a se sobressairem sobre as reclamações dos clientes.

A Televisão aberta vive um momento de guerra por audiência. Brigam empatados pelo primeiro lugar a TV Globo, a TV Record e o You Tube que já vem instalado em todos os novos aparelhos de TV comercializados no país. As televisões estão mais inteligentes e armazenam os dados dos seus usuários, permitindo que os comerciais sejam segmentados. Essa inovação também fez crescer o Google TV Rating, que no Brasil está colocando em xeque os números apresentados pelo Ibope na mensuração da audiência. Durante o intervalo da final do campeonato brasileiro no ano passado, 35% do tempo vendido em comerciais foram comprados por lojas virtuais e no UFC Rio deste ano, mais de 50% do espaço foi vendido a lojas virtuais. O comércio eletrônico já está dominando a televisão que por conta desta tendência está dando cada vez mais espaço a programas ligados a tecnologia e até os jornais estão ensinando como comprar pela internet.

A propósito, o comércio eletrônico está muito diferente de como fazíamos em 2011. Naquela época usavamos nosso notebook ou desktop e pagávamos no cartão de crédito. Hoje 50% das transações on-line são feitos pelo celular e pagas via SMS, um novo meio de pagamento criado no Brasil pelas operadoras de telefonia em face ao descaso dos bancos com a segurança no cartão de crédito para transações on-line.

Os grandes sites dominam 80% do comércio eletrônico. Dos grandes varejistas aqueles que atuam estritamente no interior ainda podem se dar ao luxo de não ter um portal de comércio eletrônico. Alias, o comércio eletrônico se profissionalizou e hoje em dia é muito difícil encontrar espaço para amadores neste mercado. As empresas investem mais verba em publicidade on-line e divulgação de suas lojas virtuais do que no mundo real.

O sistema de leilão de anúncios praticado pelo Google e outros portais está saturado. Como o custo do clique chegou a valores astronomicos e impeditivos aos pequenos comerciantes, não importa mais o que você procura, você sempre chega nas páginas de uma das treze mega corporações mundiais.

Na área de buscadores, surgem novos sistemas, baseados em um novo modelo de negócio: eles curiosamente não aceitam a entrada de links patrocinados de grandes empresas. É um mundo underground dos pequenos que vem ganhando força a cada mês com novos adeptos cansados de pesquisar no Google e cair sempre nos mesmos 13 players do mercado.

Os sites de compras coletivas se restringiram a ofertas de restaurantes e turismo e uma nova febre está começando a surgir, as cooperativas de anúncios, que permitem aos pequenos lojistas virtuais divulgar seus produtos em grandes portais como UOL, Google, Mercado Livre, Facebook, Twitter e Buscapé no modelo cooperativa, fazendo frente aos grandes anunciantes já que compram espaços no atacado e distribuem entre seus cooperados. Uma das pioneiras neste negócio e hoje líder de mercado é o Alameda Shop (www.alamedashop.com.br), que domina 70% deste negócio.

E o que eu posso dizer daqueles que não acreditaram no comércio eletrônico a 4 anos atrás, digo, em 2011? Ou estão localizados longe das grandes metrópoles ou estão desesperado atrás de alguém para fazer sua loja virtual.

O mundo está evoluindo muito rapidamente. Não fique para trás.

Fonte: Renato Ucha - ecommercenews.com.br